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Liturgia

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Amarás o Senhor, teu Deus, e ao próximo como a ti mesmo.

Respondendo à pergunta do escriba, Jesus, no Evangelho deste Domingo, aponta-nos para o essencial: amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo. Este é o primeiro mandamento da Lei e dá sentido a todos os outros.

 

 

A pergunta do escriba era embaraçosa, naquele tempo, porque a casuística tinha elevado as prescrições da lei a 613 e não era fácil eleger a que estava acima de todas. Mas hoje, quando sentimos que nem tudo está no devido lugar, quando o mundo e o pensamento contemporâneo nos empurram para o relativismo, a Palavra do Shemá continua actual porque nos aponta para a centralidade de Deus na nossa vida e educa-nos a olhar para o irmão, o próximo a quem somos convidados a amar.

Amar a Deus sobre todas as coisas, com todo o coração, alma, entendimento e forças, significa colocar Deus no centro da minha vida, assumir que só Ele é o Senhor, só Ele é a fonte da vida, só a Ele devo seguir para alcançar a plenitude. Em termos práticos, diante de uma escolha ou caminho a seguir, sou chamado a discernir: é este o caminho ou a escolha que Deus quer para mim? Se seguir por ali, estou a glorificar o Senhor, estará Ele no centro?

Amar a Deus sobre todas as coisas é um desafio enorme mas, simultaneamente, fonte de liberdade e de alegria. No Shemá, o Senhor revela-nos que a medida da nossa relação com Deus reside na totalidade da entrega. O Senhor sabe que o coração dividido não é fonte de alegria e por isso reclama a nossa vida toda, deseja que o aceitemos como o Senhor de toda a nossa história, das nossas angústias, das nossas alegrias e construções, enfim, de tudo o que envolve a nossa vida.