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Liturgia

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E vós, quem dizeis que Eu sou?

A pergunta de Jesus: “Quem dizem as multidões que Eu sou?”, continua hoje actual e exige a resposta de cada geração. Sobrevivem muitas opiniões em relação a Jesus - é reconhecido como um homem que lutou pelo amor, pela fraternidade, pela paz e pela justiça, é admirado pela preferência em favor dos mais pobres e dos marginalizados, é apreciado pela coragem que teve em enfrentar o poder instituído, etc. No decorrer da história muitos autores célebres, e outros nem tanto, escreveram acerca de Jesus, apresentaram a sua biografia e o seu contributo para a história da humanidade; nos tempos que correm, todos têm uma opinião a dar sobre Jesus!

Mas para nós, os crentes, permanece a questão: “E vós, quem dizeis que Eu sou?” Não é apenas uma questão intelectual mas, mais do que isso, é existencial. É esta questão de Jesus que ainda hoje nos interpela e tantas vezes nos incomoda: Quem é Jesus para mim? O que espero d’Ele? Acreditar em Jesus não significa apenas professar um conjunto de verdades sobre o seu mistério. Acreditar em Jesus significa segui-l’O, partilhar do Seu próprio destino fazendo-se um com Ele: “se alguém quiser vir comigo, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz todos os dias e siga-me”. Quem vive com Jesus e o aceita como Senhor partilha com Ele o risco da cruz, sobe a Jerusalém, mas não vai sozinho nem ao acaso porque Ele está no meio de nós para nos conduzir à Glória prometida.

Fazendo a experiência da amizade com Jesus percebemos que Ele é o Messias que deu a sua vida por nós, que se deixou trespassar por uma lança para nos alimentar com os sacramentos e que ainda hoje partilha a Sua vida connosco, faz-Se companheiro de viagem para nos levar ao Pai. Já não é uma realidade distante, uma figura da história, mas o Senhor vivo e ressuscitado que se torna presente na minha vida. Deixemos que esta pergunta de Jesus ecoe no nosso coração e nos ajude a renovar o desejo de vivermos permanentemente unidos a Ele como novas criaturas, revestidos de Cristo, como escutamos hoje na segunda leitura.