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Liturgia

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Senhor, ficarei saciado, quando surgir a vossa glória.

A Palavra deste Domingo recorda-nos que fomos criados para a vida. Ainda trazemos na memória a celebração da Solenidade de Todos os Santos e a comemoração de todos os Fiéis Defuntos, cuja celebração nos despertou para este sentido da eternidade.

Deus é fiel às suas promessas e quando nos deixamos conduzir pela sua vontade é-nos dado a saborear, já hoje, esta Vida que não tem fim, que nos permite levantar da morte e do pecado, do absurdo de uma existência que não aspira às coisas do Alto. O testemunho dos sete irmãos e da sua mãe, no Livro dos Macabeus, mostra-nos que as realidades temporais e a escravidão a que condenam o nosso coração quando nos deixamos arrastar por elas, não têm comparação com a Vida Eterna oferecida gratuitamente por Deus a todos os homens.

O testemunho da ressurreição é alimentado pela esperança que se abre a um mais Além, que encontra um horizonte novo, na certeza que Jesus ressuscitou como o Primogénito dos mortos e que, com Ele, ressuscitarão todos aqueles que Lhe pertencem. Fomos criados para a Vida, para a Eternidade que, como afirma o Papa emérito Bento XVI na Spe Salvi “não é uma sucessão contínua de dias no calendário, mas algo parecido com o instante repleto de satisfação, onde a totalidade nos abraça e nós abraçamos a totalidade e ficamos simplesmente inundados pela alegria (Spe Salvi 12).

Caminhemos, pois, ancorados na esperança da Vida Eterna e peçamos ao Senhor que nos converta e nos dê a alegria de viver com os olhos postos n’Ele. Rezemos e trabalhemos para que a vida, mesmo quando se apresenta frágil e pequena, seja defendida e protegida como dom de Deus, precioso e inviolável.