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Liturgia

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Diante do homem estão a vida e a morte: o que ele escolher, isso lhe será dado.

As palavras que hoje escutamos no Livro de Ben-Sirá recordam-nos um dos primeiros escritos da comunidade cristã primitiva, a Didaché: “Há dois caminhos: um da vida e outro da morte, mas a diferença entre os dois caminhos é grande”. A chamada doutrina das duas vias é hoje, como sempre, muito actual porque fala de nós, da nossa vida e das nossas opções concretas. No drama da nossa existência debatemo-nos sempre com esta encruzilhada. Que caminho seguir para chegar à meta? Há um critério fundamental para o discernirmos - o Amor.

Revelado plenamente em Jesus Cristo, o Amor não nos é apresentado no Evangelho como um sentimento mas sim como a oblação que o Filho de Deus faz de Si mesmo ao Pai e, por meio do Pai, a cada um de nós. O Amor é por isso a oferta da própria vida, a entrega generosa a Deus e ao próximo “com todo o coração, com toda a alma e com todas as forças”. Em Jesus Crucificado contemplamos a plenitude do Amor: Ele não guardou nada para Si, no patíbulo da cruz esvaziou-se e fez da sua vida um dom para que hoje, eu e tu, possamos viver na liberdade dos filhos de Deus.

Assim percebemos e acolhemos as palavras de Jesus no Sermão da Montanha que hoje escutamos de novo: “ouvistes o que foi dito aos antigos… eu porém digo-vos”. Não se trata de endurecer a antiga Lei mas de a conduzir à sua plenitude; o critério, mais uma vez, é o Amor: se guardamos alguma coisa para nós não somos dignos de entrar no Reino dos Céus. Escolher o caminho da vida significa confiar-me nas mãos do Pai e não nas minhas forças, entregar-me à Sua vontade e não deixar que o meu coração se perturbe com o que posso perder ou ganhar. Significa também dar espaço ao outro, acolhê-lo não como adversário mas como um dom e, partindo desse amor de Deus que a todos quer alcançar, palmilhar com Ele o caminho da vida que nos levará ao coração do Pai.