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Liturgia

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“Em nome de Cristo, suplicamo-vos: reconciliai-vos com Deus”.

Estamos a caminho da Páscoa do Senhor! A Liturgia deste I Domingo da Quaresma contrapõe Adão, que se escuta a si mesmo, a Jesus Cristo que se alimenta da Palavra que sai da boca do Pai. É este o grande desafio da Quaresma: Quem está primeiro? Qual é a prioridade da minha vida? Onde me agarro? Na minha vontade ou na vontade de Deus? Nas minhas forças ou na providência do Pai? Escutar o combate de Jesus com o Demónio no deserto é um convite a acolher no coração a Palavra do Shemá: “Amar a Deus com todo o coração, com toda a alma e com todas as forças”.

Como entrar neste combate? O Papa Francisco, na sua mensagem para a Quaresma de 2020, aponta-nos o caminho: “A alegria do cristão brota da escuta e do acolhimento da Boa Nova da morte e ressurreição de Jesus: o Kerygma. Este resume o Mistério de um amor tão real, tão verdadeiro, tão concreto, que nos proporciona uma relação de diálogo sincero e fecundo”. O Papa Francisco estende a toda a Igreja o convite feito aos jovens na Christus vivit: “Fixa os braços abertos de Cristo crucificado, deixa-te salvar sempre de novo. E quando te aproximares para confessar os teus pecados, crê firmemente na sua misericórdia que te liberta de toda a culpa”. Como recorda o Papa, a salvação actualiza-se porque “a Páscoa de Jesus não é um acontecimento do passado: pela força do Espírito Santo é sempre actual e permite-nos contemplar e tocar com fé a carne de Cristo em tantas pessoas que sofrem”.

O Papa Francisco recorda-nos a urgência da conversão. A oração, enquanto “diálogo de coração a coração, de amigo a amigo” expressa o nosso desejo de corresponder ao amor de Deus. O Papa relembra que a oração pode assumir formas diferentes mas é fundamental que “ela escave dentro de nós, chegando a romper a dureza do nosso coração, para o converter cada vez mais a Ele e à sua vontade”.

A Quaresma é uma nova oportunidade que Deus nos concede para “suscitar em nós um sentido de gratidão e tirar-nos da preguiça”. Unidos a Deus, alimentados por Ele, somos chamados a “colocar o Mistério Pascal no centro da nossa vida, o que significa, sentir compaixão pelos chagas de Cristo crucificado presentes nas inúmeras vítimas inocentes das guerras, das prepotências… das variadas formas de violência”.

Por fim o Papa relembra-nos que “é importante chamar os homens e mulheres de boa vontade à partilha dos seus bens com os mais necessitados através da esmola, como forma de participação pessoal na edificação dum mundo mais justo. A partilha, na caridade, torna o homem mais humano; com a acumulação, corre o risco de embrutecer, fechado no seu egoísmo”.

Vamos confiantes, o Senhor vai connosco! Partimos revestidos da força e da graça de Cristo, alimentados pela oração, fortalecidos pelo jejum e desprendidos e livres com a esmola.