Pesquisar

Newsletter


 


 
Faixa publicitária

Liturgia

Faixa publicitária

Lavei-me e comecei a ver.

Celebramos o Domingo Laetare que nos convida a entrar na verdadeira alegria do Senhor que está no meio de nós para nos levar, nesta Páscoa, à Terra da Promessa, à terra da verdadeira comunhão com Deus e com os irmãos, ao lugar onde seremos saciados pela abundante misericórdia de Jesus que dá a sua vida por nós. Estamos recolhidos, assustados, feridos, porventura sentimo-nos sós e abandonados no meio de toda  esta situação provocada pelo novo vírus. Mas garanto-vos que não estamos esquecidos, Deus não nos abandona, Ele permanece no meio de nós e mesmo nas actuais circunstâncias podemos ouvir a sua voz que nos diz: “Não tenhas medo, Eu estou contigo! Levanta os teus olhos para o Céu, Eu quero ser o teu abrigo e a tua rocha”.

 

 

No Domingo passado Jesus revela-se como a Água Viva, a única capaz de saciar a nossa sede de felicidade. Hoje contemplamos Jesus como a Luz que ilumina o caminho do homem, o nosso caminho. O cego de nascença é figura de toda a humanidade que tacteia, neste mundo, como que às apalpadelas, o caminho da vida, caminho que só Deus nos pode desvendar.

Nesta Quaresma, tão diferente e tão cheia de precariedades, somos chamados a participar desta luz de Jesus. Como diz São Paulo na segunda leitura, “outrora éreis trevas, mas agora sois luz no Senhor. Vivei como filhos da luz”. Neste tempo de deserto gritemos ao Senhor, peçamos-lhe a graça de vivermos unidos a Ele para participarmos da sua luz. Também podemos ser Luz transformando o nosso medo em esperança, estar atentos ao que podemos fazer, ainda que à distância, pelos irmãos, não espalhando o medo mas tornando-nos presentes na vida dos irmãos, luz que dissipa a escuridão.

Irmãos nesta Quaresma somos provocados pelos acontecimentos que nos convidam à oração, à escuta da Palavra; nestes dias não podemos invocar a falta de tempo. Deixemos que a luz pascal ilumine os nossos caminhos e nos abra às realidades divinas que apontam para o alto.