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Liturgia

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Quem não toma a sua cruz para Me seguir, não é digno de Mim. Quem perder a sua vida por minha causa, há-de encontra-la.

Na Liturgia deste Domingo mergulhamos no coração da fé́ cristã: viver com Cristo, participar da sua morte e ressurreição, como escutamos hoje na carta de São Paulo aos Romanos, é o caminho que nos conduz à verdadeira felicidade, à vida plena que Deus tem reservada para nós: “sepultados com Cristo pelo baptismo, vivamos uma vida nova”.

 

 

O desafio que hoje a Palavra nos lança é a exigência da conversão, a ousadia de acreditar mais em Deus e no seu plano do que nas minhas forcas e nos meus projectos. A Cruz de Cristo continua hoje a ser uma loucura porque não é o caminho mais razoável ou confortável, não se ajusta às minhas medidas e cálculos. Mas o plano de Deus não é à nossa medida porque nos quer levar onde as nossas forças não conseguem, onde as nossas ideias e raciocínios não alcançam, onde as nossas quimeras não penetram. Deus quer levar-nos ao Céu e para entrar pela Porta do Céu só há uma escada: a Cruz!

A Cruz não é uma escola de força mas de humildade. Na Cruz gloriosa do Senhor Ressuscitado está a nossa esperança porque na humildade de Cristo se revela o poder e a misericórdia do Pai. Também na nossa peregrinação, na nossa cruz, não somos chamados a medir forças com Deus, não se trata de avaliar a nossa resistência ao sofrimento, mas a reconhecer humildemente que estamos nas suas mãos, que Ele é o Senhor da nossa história. Por isso mesmo, em cada cruz que Deus permite na nossa vida, está escondido o convite a voltarmo-nos para Ele, a encontrarmos n’Ele a nossa força e o nosso refúgio. Viver a cruz sem estar unido a Deus, isso sim, é uma perfeita loucura.

Perder a vida por causa de Jesus significa renunciar a mim mesmo, a deixar que Deus conduza a minha história, ajustar-me à Cruz do Senhor. Perder a vida por causa de Jesus significa entregar-se inteiramente a Ele e à sua vontade. N’Ele descobrimos a fidelidade das promessas cumpridas, da alegria eterna que nos concede na sua presença.