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Programa Pastoral Paroquial 2012-2013

Programa Pastoral 2012/2013

Paróquia de Nossa Senhora da Conceição de Olivais Sul

 

Deus é o meu refúgio, jamais serei abalado

 

No início de um novo Ano Pastoral somos animados pela palavra do Salmo 61 que nos convida a assentar toda a nossa confiança em Deus, “n’Ele que é o nosso refúgio e salvação”. São expressivas as imagens que o salmista emprega para descrever a sua experiência de Deus: refúgio, fortaleza, abrigo seguro e que convidam a descansar n’Ele, a confiar, a ter esperança, a desafogar n’Ele o nosso coração cansado.

Escolhi o Salmo 62 para nos conduzir neste início de um novo ano porque vivemos hoje tempos de crise que ultrapassam em muito a crise económico-financeira que a todos atinge e que parece estar para ficar. Refiro-me à crise da esperança. Impressiona-me muito escutar e ver nos media a vox populi que se insurge em nome de um futuro perdido, sem esperança; agora, sem dinheiro, ou com menos dinheiro, parece que tudo deixou de fazer sentido. Habituados a pôr a nossa confiança no ídolo do dinheiro e do bem estar, agora que nos deparamos com a sua falta, ficamos inquietos e perdidos porque nos habituamos a esperar nele, a projectar a nossa vida, os nossos desejos e anseios mais profundos naquilo que o dinheiro pode comprar. É bem verdadeira a palavra de um outro salmo que, referindo-se aos ídolos dos gentios afirma: “Têm boca e não falam, têm olhos e não vêem… serão como eles os que os fazem e quantos neles põem a sua confiança”. (Sl 113B).

Os evangelhos contam como Jesus despertou a confiança total dos seus discípulos, em nome dos quais Pedro disse um dia: “A quem iremos nós, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna”. (Jo 6, 68). O Mestre ensinou-os a nada temer no meio da adversidade, dizendo-lhes: “Não temais, pequenino rebanho” (Lc 12, 32). É esta a segurança da fé, saber que só em Deus está o nosso refúgio, o nosso amparo e abrigo seguro. A fé permite-nos fazer a experiência da mão segura e forte de Deus que não nos deixa cair, que nos ampara, mesmo nas tempestades mais violentas. Aí, onde nada parece fazer sentido, onde pairam as sombras da morte e da escuridão, o coração do crente que se abandona nas mãos de Deus, experimenta a misericórdia de Deus, o amor mais forte que a morte que o convida a levantar-se e a acolher o dom da vida eterna.

Nós, cristãos, sabemo-nos amados por Deus, experimentamos a Sua Palavra de vida eterna, saboreamos o Seu Corpo e Sangue, alimento e viático seguro nesta peregrinação e por isso, diante do mundo, somos chamados a fazer uma profissão de fé na providência de Deus que conduz a história, que não adormeceu nem fugiu para terra estrangeira, que não está indiferente à crise e ao mundo, tantas vezes lamacento, que escorrega nas armadilhas dos ídolos. Foi por amar o homem na sua impureza e na sua fragilidade que Jesus se fez homem, encarnou e habitou no meio de nós. Foi por amar loucamente o mundo que Deus correu o risco de enviar o Seu Filho e não, Deus não desistiu de nós.

Jesus Cristo é a nossa força e a nossa esperança. Alimentados por Ele, acompanhados pela Sua Palavra, movidos pelo Seu amor, curados pela Sua misericórdia, somos convidados a acreditar que a nossa vida se inscreve num projecto maior que a nossa visão limitada nem sempre alcança. Somos chamados à felicidade plena, à alegria que não tem fim. Para ela caminhamos seguros porque agarrados a Deus, protegidos pela sua sombra, seguros pela Sua mão. Deus é bom e não abandona nunca a obra das suas mãos.

Esta crise, não desvalorizando os seus aspectos dramáticos, aos olhos da fé, é uma oportunidade para voltarmos ao essencial, àquilo que verdadeiramente é importante para nós. O Senhor mostra-nos que a vida é mais do que aquilo que construímos com a força das nossas mãos, é mais que os castelos dourados que se insurgiram diante dos nossos olhos e agora se revelam inacessíveis. É uma oportunidade que Deus nos oferece para olhar o outro, para participar na fantasia da caridade que nos lança para fora dos nossos castelos, outrora seguros, e nos convida a partilhar tudo o que somos e o que temos. É também, no meio da crise e de todas as suas dúvidas e interpelações, que se proporcionam os verdadeiros encontros com o sentido da vida, com o significado desta peregrinação, com a alegria de nos sabermos mais valorizados e amados pelo que somos e não tanto pelo que temos.

Somos motivados este ano pelas comemorações do 50º aniversário da abertura do Concílio Vaticano II e pelo 20º aniversário da promulgação do Catecismo da Igreja Católica, celebrados no Ano da Fé que o Papa inaugurou no passado dia 11 de Outubro e terminará na Festa de Cristo Rei em 24 de Novembro de 2014.

A Carta Apostólica Porta Fidei, com a qual o Papa Bento XVI proclama o Ano da Fé, exprime o verdadeiro sentido desta comemoração: “a necessidade de redescobrir o caminho da fé para fazer brilhar, com evidência sempre maior, a alegria e o renovado entusiasmo do encontro com Cristo” (PF 2). Por isso, continua o Papa, “não podemos aceitar que o sal se torne insípido e a luz fique escondida. Também o homem contemporâneo pode sentir de novo a necessidade de ir como a samaritana ao poço, para ouvir Jesus que convida a crer n’Ele e a beber na sua fonte, donde jorra água viva. Devemos readquirir o gosto de nos alimentarmos da Palavra de Deus, transmitida fielmente pela Igreja, e do Pão da vida, oferecidos como sustento de quantos são seus discípulos. E a questão, então posta por aqueles que O escutavam, é a mesma que colocamos nós também hoje: «Que havemos nós de fazer para realizar as obras de Deus?» (Jo 6, 28). Conhecemos a resposta de Jesus: «A obra de Deus é esta: crer n’Aquele que Ele enviou» (Jo6, 29). Por isso, crer em Jesus Cristo é o caminho para se poder chegar definitivamente à salvação” (PF 3).

O Ano da Fé é assim um “convite a uma autêntica e renovada conversão ao Senhor, único Salvador do mundo” (PF 6) e o Santo Padre lembra-nos que a fé é uma porta de entrada: “atravessar aquela porta implica embrenhar-se num caminho novo que dura a vida inteira” (PF 1). Não se trata de fazer grandes coisas, de promover grandes espectáculos de markting religioso. O Ano da Fé é, antes de mais, um convite a redescobrir a alegria de acreditar em Cristo na simplicidade de uma vida entregue e gasta pelo Reino de Deus, na fidelidade provada e comprovada a Deus e aos seus mandamentos de vida eterna, no acolhimento da Sua vontade e do seu projecto. É um convite a mergulhar nas verdades da nossa fé, contidas e cristalizadas no Símbolo dos Apóstolos, sinal da continuidade e da fidelidade de Deus na história de salvação que promove junto da humanidade.

Celebrar o Ano da Fé impele-nos a mergulhar nas raízes dessa mesma fé, a professar com os nossos lábios e a testemunhar com a nossa vida que Deus existe, entregou-nos o Seu Filho que deu a vida por nós e que agora intercede junto do Pai por aqueles que conquistou com o Seu precioso sangue. Celebrar o Ano da Fé é acreditar no amor gratuito de Deus que nos restaura e nos recria constantemente. É repousar junto d’Ele, confiar-lhe a nossa vida e olhar diariamente para Ele suplicando que nos envie o Espírito Santo, “Senhor que dá a vida”. Como afirma o Santo Padre, “A fé torna-nos fecundos, porque alarga o coração com a esperança e permite oferecer um testemunho que é capaz de gerar: de facto, abre o coração e a mente dos ouvintes para acolherem o convite do Senhor a aderir à sua Palavra a fim de se tornarem seus discípulos” (PF 7).

Somos acompanhados neste caminho pelo testemunho dos santos, mormente a Virgem Maria, Senhora do Sim, que abertos à novidade de Deus se deixaram transformar e plasmar pela sua presença e pela sua acção. Peçamos à Virgem Maria, Senhora da Conceição, nossa Padroeira, que nos ajude a acreditar no amor de Deus, nos disponha à conversão e nos dirija pelos passos do Seu Filho Jesus.

Que o Senhor, nosso amparo e refúgio, nos acompanhe e dirija neste novo ano pastoral,

 

Dedicado no Senhor Jesus,

Pe. Bruno Miguel Machado

 

Programa Pastoral 2012/2013

Paróquia de Nossa Senhora da Conceição de Olivais Sul

 

Deus é o meu refúgio, jamais serei abalado

 

O objetivo Fundamental do Programa Pastoral da Paróquia é retirado do Programa Diocesano de Pastoral 2012-2013 da nossa Diocese de Lisboa.

 

1. Objectivo Fundamental

Propor que cada cristão experimente A FORÇA DA FÉ no quotidiano da sua vida.

Com este objectivo, deseja-se “suscitar, em cada crente, o anseio de confessar a fé plenamente e com renovada convicção, com confiança e esperança. Será uma ocasião propícia também para intensificar a celebração da fé na liturgia, particularmente na Eucaristia, que é «a meta para a qual se encaminha a acção da Igreja e a fonte de onde promana toda a sua força».” Deseja-se também “que o testemunho de vida dos crentes cresça na sua credibilidade. Descobrir novamente os conteúdos da fé professada, celebrada, vivida e rezada e reflectir sobre o próprio acto com que se crê, é um compromisso que cada crente deve assumir, sobretudo neste Ano.” (cf. PF 9)

Para concretizar o objectivo fundamental, procurar-se-á:

a) Estudar a Fé da Igreja

Promover um ritmo regular de leitura, acolhimento e aprofundamento do Catecismo da Igreja

Católica (valorizando o capítulo sobre o Credo) e dos documentos conciliares, nomeadamente as Constituições Lumen Gentium e Dei Verbum.

b) Celebrar a Fé da Igreja

Cultivar a liturgia como verdadeira expressão da Fé da Igreja, encarnada na comunidade celebrante, cuidando da pregação que conduz à Fé e da autêntica vivência sacramental que a alimenta na vida, no aprofundamento da Constituição Sacrossanctum Concilium.

c) Testemunhar a Fé da Igreja

Manifestar a alegria de confessar a beleza de seguir o Senhor Jesus nos lugares onde somos

chamados a dar testemunho do nosso ser cristão e intensificar o testemunho da caridade como

obra da Fé, na fidelidade ao ensinamento expresso na Constituição Gaudium et Spes.

 

2. Objectivos Sectoriais

2.1 Fomentar o encontro com Cristo, Rosto da Palavra, proporcionando um conhecimento e relação adequados com a Palavra de Deus.

2.2 Fomentar a construção da Igreja, Casa da Palavra, aprofundando a vivência comunitária da Palavra de Deus.

2.3 Fomentar o compromisso na Missão, Caminho da Palavra, renovando o empenho no anúncio da Palavra de Deus como inerente à vida cristã.

 

3. Linhas programáticas

3.1 Aprofundamento e vivência da fé cristã

3.1.1 Continuar o processo de renovação da catequese, concebida como caminho de iniciação cristã que fidelize os catecúmenos a Jesus Cristo e à Igreja.

3.1.2 Dar prioridade ao anúncio e à vivência da Palavra de Deus (incentivar a escuta da Palavra como atitude fundamental na vida cristã), como meio de dar uma maior autenticidade e fecundidade ao caminho cristão.

3.1.3 Promover experiências novas de evangelização, impulsionando a formação da fé dos cristãos com catequeses para todas as idades e níveis.

 

3.2 Participação na Liturgia

3.2.1 Cuidar da beleza das celebrações, dando-lhes qualidade e profundidade.

3.2.2 Continuar a formação litúrgica dos ministros da liturgia: acólitos, leitores, cantores, salmistas e ministros extraordinários da comunhão.

3.2.3 Valorizar outros momentos litúrgicos para além da celebração da Eucaristia proporcionando, regularmente, espaços de oração comunitária e de adoração do Santíssimo Sacramento.

3.2.4 Cuidar da preparação dos sacramentos do baptismo e do matrimónio celebrados na Comunidade, como expressão do amor de Deus e fonte de autêntica caminhada cristã.

 

3.3 Vivência da Caridade

3.3.1 Cultivar a espiritualidade de comunhão.

3.3.2 Ajudar cada membro da comunidade a discernir e a desenvolver os seus próprios carismas.

3.3.3 Favorecer a participação e a corresponsabilidade dos membros da comunidade cristã.

3.3.4 Formar os membros da comunidade cristã para que o exercício da caridade ultrapasse a dimensão institucional e penetre a vida no seu quotidiano.

3.3.5 Valorizar a pastoral dos doentes, bem como outras formas de presença nos momentos de sofrimento e solidão.

4. Acções Pastorais

Concretamente, além das habituais celebrações e acções pastorais e conjugadas com elas, vamos:

 

  • Continuar a dinamização da catequese de infância e adolescência, sobretudo pela formação cristã dos catequistas, aproveitando as interpelações do Ano da Fé.
  • Criar novas dinâmicas e encontros que incentivem a escuta e o aprofundamento da Palavra de Deus.
  • Apostar na formação cristã dos adultos, nomeadamente através das acções já programadas, nomeadamente, as recolecções paroquiais nos tempos fortes do Advento e da Quaresma, a catequese de adultos e os módulos da Escola de Leigos.
  • Lançamento do oratório da Sagrada Família para as crianças da catequese com um itinerário de oração familiar para uma semana.
  • Repensar a Pastoral Sacramental, nomeadamente a preparação para o baptismo das crianças.
  • Preparar e celebrar mais cuidadosamente a celebração da Eucaristia, continuando a formar os ministros intervenientes.
  • Promover a ligação/aproximação entre a Paróquia e o Centro Social Paroquial.
  • Repensar o espaço que é actualmente ocupado pela Igreja de São José e pelo Centro Social.
  • Dinamizar a pastoral dos doentes e o serviço dos ministros extraordinários da comunhão.
  • Apostar no sítio da Paróquia como ferramenta de diálogo inter-paroquial e de presença no meio do mundo.